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Bagé, RS, Brazil
Sou gaúcho de Bagé, Advogado, pós graduando em Direito Público com ênfase em gestão pública, secretário de juventude do PSB/Bagé, torcedor do Grêmio e do Bagé.

domingo, 17 de abril de 2011

Pisaram no Pala (carta de protesto)

Ontem, 16/04, estava assistindo à Galponeira de Bagé, festival que cultua a música do nosso Estado, e, pensando: como a nossa linda cultura é tão pouco divulgada. Não quero que seja a principal do País (se bem que melhoraria muito), mas poderia ser mais valorizada pelo nosso povo. Hoje, 17/ 04, alterei minha rotina de dorminhoco e, acordei a tempo de ver o Globo Rural. Tal programa estava apresentando uma reportagem sobre as culturas do nosso Estado, que já ultrapassaram as nossas fronteiras indo até o estrangeiro. O apresentador do programa, impressionado com tamanha riqueza cultural, mencionou que o livro de um dos entrevistados do programa e ícone de nossa cultura, Paixão Cortes (foto abaixo) iria apresentar 103 danças tradicionais, e, que raros são os paises que possuem tamanho acervo cultural.
                                            
Ainda hoje, ao abrir minha caixa de e-mails, verifiquei a existência de um, enviado pelo colega de A² Eduardo Panno, que continha um texto-protesto escrito pelo Prof. Dr. Gilson de Mendonça UFPEL/IB/Dep. de Fisiologia e Farmacologia, sobre a desvalorização de nossa cultura; texto este, que por corroborar com meus pensamentos, resolvi postar.

Caros Irmãos Gaúchos,

                           
Há muito venho pensando no que se faz da nossa cultura... Temos tradição, temos história, temos costumes próprios e os valorizamos. Entretanto, parece que a todo momento tentam nos aculturar...  Qual o espaço que os nosso modo de ser ocupa na mídia hoje em dia?

                       Será que é certo aturarmos a Regina Casé (e seus sambabacas) no domingo de meio-dia, enquanto o nosso Galpão Crioulo foi literalmente “chutado” para um horário que ninguém praticamente assiste, já que domingo é dia de descanso e a maioria aproveita pra dormir um pouco mais. Tá bem que o Neto Fagundes não tem o mínimo carisma e aínda mais com aquele rabinho de cavalo ridículo.

Todos sabem que existem pessoas aquí no estado com capacidade suficiente para fazer um programa de qualidade. Abram espaço para eles! Por favor, salvem nossa verdadeira cultura!

 Não precisa ser um gênio pra perceber que recentemente no programa da Regina Casé levaram um grupinho sofrível de dança gaúcha pra dançar pro Brasil inteiro o quê?  O pezinho,  uma dança folclórica com significado pra nós, mas que pro resto do Brasil não tem sentido algum a não ser “queimar o filme dos gaúchos”. Se querem mostrar nossa dança porquê não convidam os vencedores do último ENARTE? Ou será que o objetivo era ridicularizar o gaúcho, “será”?

                       Não sou contra o samba, mas sou contra nos fazerem de palhaços. Pra completar a referida apresentadora entabulou um assunto com nossos representantes  que em nada acrescenta às famílias brasileiras, principalmente no horário de almoço de domingo, quando nossas crianças estão assistindo TV – Tem sex-shop no sul? Você já foi em Sex shop? Tinha calcinha de chocolate? – e o que nos resta é aturar algumas  das prendas e peões respondendo, timidamente a esse rol de asneiras.

                       Cadê nossos festivais? Quando aparecem são no RBS local, não em nível estadual. Como é que nossos jovens conhecerão nossa música, nossa cultura, se nossa principal emissora de TV não dá espaço pros nossos novos músicos e vencedores de festivais atuais?

                       Excetuando-se as honrosas exceções de Luiz Marenco e César Oliveira e Rogério Melo, que de tão bons conseguem vencer remando contra a maré) , vivemos do passado...  de Tropa de Osso,  Esquilador, Veterano e etc., os novos nomes da música gaúcha ninguém conhece. E porquê? Por que pra isso não tem espaço... Será que tudo isso não se trata de uma estratégia para “aculturar nosso povo”... “será”? Quando as gerações mais antigas se forem e nossas músicas ficarem esquecidas eles terão conseguido finalmente sepultar nossa cultura.

                       Porquê será que pra promover o  Planeta Atlântida com  seus freqüentadores maconheiros, bêbados e viciados de todo tipo tem espaço? Seria essa uma tentativa de emburrecer e viciar nossos jovens....”será”? Pra isso a RBS tem espaço. Pra gaúchos "heróicos" que  que participaram do Big Brother (o supra- sumo do lixo cultural), tem espaço. Ah... ASSIM NÃO DÁ!!!

                       Cadê o Luiz Carlos Borges? Cadê o João de Almeida Neto? Cadê o Renato Borghetti , o Elton Saldanha, o Marcelo Caminha, o Miguel Marques? Ninguém sabe. Mas a Alcione, a Claúdia Leite, o “Belo”, o Bruno e Marrone,  o “sertanejo universitário” ... esses  tão todo o dia enchendo o nosso saco.

                       Esse é o lixo cultural que nós temos recebido como ração, mas que por sermos o estado mais politizado e educado da união, nos recusamos a engolir. 

                       Mesmo o pessoal dos CTGs, nosso último reduto cultural, hoje em dia só ouve atualmente música gaúcha de baile e que... convenhamos,  é péssima (com honrosas exceções, como os Serranos e outros).

                       Me enoja aquelas materiazinhas da RBS na Semana  Farroupilha (daí eles lembram e fazem um circo!!!), mandam aqueles apresentadoras bunda mole para fazerem reportagens no Acampamento Farroupilha  como se aquilo fosse algo do exterior... parece um programa do National  Geographic  com os aborígenes de tão estranho. Não conhecem nada, não entendem porra nenhuma e não ficam nem envergonhados de se dizerem gaúchos.

                       Me perdoem queridos conterrâneos esse desabafo

                       Que essa mensagem ecoe nos confins do Rio Grande, e desperte o povo gaúcho da letargia antes que seja tarde. Nossos antepassados delimitaram nossas fronteiras à ponta de lança e à pata de cavalo... hoje pisam no nosso pala e... tudo bem?  Me recuso a acreditar nisso.

                       Um Gaúcho cuja paciência acabou faz tempo.

                                         

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Una ‘torcida’ que nunca calla

Hoje trago a reportagem do jornal "El Heraldo" da Colômbia, que publicou o texto sobre a TORCIDA do GRÊMIO.

Quem assina a reportagem é o jornalista colombiano Manuel Ortega Ponce:

“Somos los bulliciosos, sí señor, nosotros hacemos bulla, de lo mejor”. Ese podría ser el coro que identifique a la torcida de Gremio, porque no se callan nunca durante el partido que juega su equipo. En especial la que se coloca detrás de la portería de sur, grita todo el tiempo.

Aplaude cada acción de los jugadores de su escuadra, por muy intrascendente que esa sea y reprocha cualquier decisión del árbitro en contra de su equipo, aunque sea justa.

Ni siquiera en la interpretación de los himnos guardan silencio en señal de respeto. Anoche se entonaron el de Colombia, el de Brasil y el del Gremio y cuando sonó este último, lo cantó todo el estadio. Fue algo ensordecedor.

Tampoco respetaron el minuto de silencio que se guardó antes del partido por las víctimas de la tragedia ocurrida ayer en Río de Janeiro.

Esta hinchada de Gremio sí es verdad que respalda. Por todas partes que uno asomaba la cabeza había camisetas tricolores. Llama la atención que en la gradería lateral occidental, los hinchas ven el partido de pie todo el tiempo, mientras los de sur no paran de cantar.

Ante Junior no pararon de entonar: “Vamos Gremio queremos la Copa”. Un claro desafío de que este año aspiran al tricampeonato en la Libertadores y así volver a sacarle ventaja a su rival de plaza: el Internacional.

Esta torcida de Gremio tiene perfectamente identificados sus jugadores preferidos. Uno de ellos es el arquero Víctor. No es sino que aparezca en la cancha, así sea para calentar, para que empiecen a gritar su nombre. Pasa igual con los que anotan los goles. Anoche fue el turno de Lucio y Borges. Otro que está metido en el corazón de la gente es Rochemback, qué sonora ovación se llevó cuando fue relevado por Marcos Vinicius y nada que hacer con Renato.

El técnico es capítulo aparte junto a Víctor. Los dos fueron los más aplaudidos cuando se entregó por los altoparlantes del estadio la formación inicialista de Gremio.

Había que ver también la cantidad de periodistas que congrega Renato en la rueda de prensa después del partido. Es algo que envidiaría cualquier entrenador en Colombia.




 http://www.elheraldo.co/rincon-juniorista/una-torcida-que-nunca-calla-15928

segunda-feira, 4 de abril de 2011

LAMENTÁVEL...!

Não tenho outra definição para a situação do Grêmio Esportivo Bagé. Rebaixado ao terceiro escalão do futebol gaúcho, o campeão estadual de 1925, amarga a pior campanha da segunda divisão gaúcha de 2011.

Fico me perguntando o que pode ter ocorrido no decorrer dos anos para chegarmos a essa decadência.

As más administrações que se sucedem há anos sem nenhuma criatividade para atrair o torcedor até o estádio?
A falta de apoio dos empresários "bajeenses" que pouco apóiam os clubes daqui?

A torcida, que prefere ficar em casa para ver um time de a capital golear um outro time do interior a ir ao estádio apoiar o Jalde Negro?

Razões podem se aglomerar, mas nada justifica esse rebaixamento. Temos um time de tradição a nível estadual, e, o pior é que nosso co-irmão está vindo de acabresto.

O que será da nossa cidade, que é a segunda maior vencedora do Campeonato Gaúcho, tendo os dois times na terceira divisão?

Os empresários “bajeenses”, que quando vêem sua hegemonia ameaçada por um “forasteiro” surtam, poderiam apoiar de forma mais assídua os nossos clubes, investir um volume maior de dinheiro que certamente não os fará falir.

Resta-nos agora, torcer para que acabem com essa idéia ridícula de terceira divisão, conforme boatos que surgem, e, possamos manter um pingo de dignidade na não menos ridícula segunda divisão, tentando quem sabe um dia voltar a ser um grande clube do futebol estadual, como nunca deveríamos ter deixado de ser...

AVANTE JALDE NEGRO DE BAGÉÉÉ


domingo, 3 de abril de 2011

Democracia e clareza são a nossa bandeira:


Hoje abro espaço neste blog, ao caro colega do curso de direito e  um importante parceiro na criação da Altenativa Acadêmica, Thiago Scardoelli, para apresentação de sua publicação sobre o nosso movimento. Segue abaixo:

Quero trazer alguns esclarecimentos acerca das intenções do grupo de estudantes que criou o movimento “Alternativa Acadêmica”. Primeiro dizendo: não temos a pretensão de representar ninguém além de nós mesmos. O que não nos impede de lutar pelo que achamos justo, pois esse, penso, é o dever de todo o ser humano, sobretudo do jovem, devido a sua própria natureza, irresignável.

Feita a devida introdução, vamos aos pormenores:

 Asseguro não termos vínculos partidários de qualquer espécie. Nossa singela organização não é formada por pessoas de uma mesma linha de pensamento, nem de experiências de vida parecidas, pelo contrário, abrigamos todos os tipos de ideologia, da direita à esquerda, do conservador ao socialista. Mas todos nós temos um objetivo em comum, algo que supera todas as nossas diferenças, o propósito de trazer evolução à nossa Universidade, mantê-la viva e saudável, econômica e academicamente, para o nosso próprio bem e para o bem de nossa comunidade.

Justamente por nossa natureza diversificada, adotamos um método de ação diferente do usual, o que, por ora, nos parece ideal. Não possuímos hierarquia, nossas decisões são tomadas de forma colegiada, o entendimento da maioria sempre prevalece. Não há, na minha visão, arranjo mais democrático que esse.

Procuraremos manter nossa forma de trabalho voltada sempre para esse norte, onde a democracia e a clareza sempre preponderam. Estando sempre dispostos ao debate e abertos a críticas que contribuam com nosso objetivo.

Por fim, deixo uma mensagem a quem nos queira calar: não silenciaremos ao que não nos parece certo, pois, parafraseando Martin Luther King Jr., o que nos preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons.

Thiago Scardoelli, acadêmico de direito.