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Bagé, RS, Brazil
Sou gaúcho de Bagé, Advogado, pós graduando em Direito Público com ênfase em gestão pública, secretário de juventude do PSB/Bagé, torcedor do Grêmio e do Bagé.

domingo, 23 de outubro de 2011

Convenção de diretórios acadêmicos debate movimento estudantil

Abaixo trago a reportagem do Jornal Minuano, do dia 21/10, sobre a 1ª Convenção de D.A's da URCAMP, realizada durante o Congrega URCamp, onde foi debatida a situação do movimento estudantil da Universidade
A 8ª edição do Congrega Urcamp oportunizou o diálogo entre lideranças do movimento estudantil.
 
ANTONIEL MARTINS/ESPECIAL JM
EVENTO: reuniu lideranças da UNE e UEE-Livre
 

Ontem pela manhã, a primeira convenção de diretórios acadêmicos (DA's) levou representantes de oito cursos até o salão de atos do câmpus central. A iniciativa da Alternativa Acadêmica tentou esclarecer a importância das entidades de base no contexto de uma universidade, bem como a função de um diretório acadêmico e sua representatividade.
O evento trouxe até a cidade a diretora de cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), a estudante de Sapucaia do Sul, Mariara da Cruz, e o coordenador geral da União Estadual dos Estudantes Livre (UEE-Livre), o estudante portoalegrense Sandino Rafael. Para Mariara, os acadêmicos da Urcamp demonstraram interesse em participar. "Todos têm que ter disposição para fazer parte do movimento estudantil, às vezes falta um pouco de comunicação e diálogo, por isso as convenções são importantes", explica.
No encontro, os estudantes apontaram uma série de problemas relacionados à estrutura de cada um dos cursos e reivindicaram melhorias estruturais para a universidade. "A reunião serviu para tirarmos dúvidas em relação à instituição, mostrar o que um diretório representa, e, principalmente, o que se faz para criar e regularizar um diretório acadêmico", disse Mariara. Conforme Rafael, a melhor escola do movimento estudantil é um diretório acadêmico.
O coordenador geral da UEE-Livre acredita que o encontro foi o primeiro passo para construir ações efetivas que repercutam nas discussões sobre a educação brasileira. "É muito importante termos esse espaço, temos que começar a alimentar esse debate. Sabemos que é um processo lento, mas a mudança da cultura política dos estudantes depende muito da consolidação e fortalecimento dos DA's", afirma.

Justiça
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Durante a convenção dos diretórios acadêmicos, os representantes do movimento estudantil Alternativa Acadêmica anunciaram que ajuizaram uma ação na Justiça estadual com um pedido de prestação de contas ao Diretório Central dos Estudantes da Urcamp. Ao todo, seis estudantes de três cursos da universidade protocolaram o pedido. Em alguns dias, o atual presidente do DCE, José Otávio Ferrer, será citado e terá que prestar contas sobre os repasses de aproximadamente R$ 440 mil ocorridos no período de 2008 até 2010.
O fato é que o DCE recebia uma quantia de R$ 1,5 por estudante matriculado na Urcamp a cada 30 dias. Em 2008, os valores dos repasses no primeiro e segundo semestre foram de R$ 60 180,62 e R$ 130 783,15. Em 2009, os valores foram de R$ 44 143,18 e R$ 60 230,62, respectivamente, enquanto em 2010 o repasse foi de R$ 58 520,20 e R$ 84 264,19. Os dados protocolados junto ao processo foram oferecidos pela reitoria da Urcamp, que desde que tomou posse, cancelou os repasses à diretoria do DCE.
O presidente do diretório acadêmico do curso de Medicina Veterinária, Eduardo Custódio Panno, lembra que 30% desses valores deveriam ser repassados aos DA's da universidade. "Eu assumi em 2010, e meu antecessor também me garantiu que nunca recebeu nem um real. Com toda essa verba repassada a gente teria que ver melhorias para os estudantes, eles precisam de um centro de convívio, de um restaurante universitário com preço acessível", disse.
Panno garante que os recursos poderiam servir também para a compra de material para diversos cursos da universidade em prol do bem-estar dos alunos. Outro estudante que ajuizou a ação, Luís Diego de Oliveira, espera que haja a prestação de contas. "A Urcamp está em uma situação caótica e os representantes dos estudantes parecem estar colaborando para isso", critica. O estudante lembra que o DCE possui alguns processos de execuções fiscais cobrados pelo município.
Para o coordenador da UEE-Livre, os diretórios centrais de estudantes devem ser um espaço coletivo e de auto-organização. "O movimento estudantil é social e essa concepção de DCE não é benéfica. A lógica é representar os estudantes, mas, infelizmente, alguns funcionam como uma máfia vinculada a interesses e organizações que não estão para o benefício dos estudantes", avalia.

Eleição
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O atual presidente do DCE, José Otávio Ferrer, concedeu entrevista ao Jornal MINUANO. A partir da citação, a diretoria terá um prazo de até cinco dias para prestar contas à Justiça. "Iremos fornecer todas as informações necessárias assim que formos citados. Estamos dispostos a todo e qualquer esclarecimento, é do nosso interesse", disse. Conforme Ferrer, os valores não foram repassados durante a sua gestão - que iniciou em 2010. No entanto, ele garante que o montante foi convertido em assistência estudantil.
Ferrer afirma que não reconhece o movimento Alternativa Acadêmica. "Trata-se de um movimento criado pela Reitoria, paralelo ao movimento estudantil, e que só atende única e exclusivamente aos interesses da atual gestão", disse. O presidente destaca também que não reconhece a iniciativa dos estudantes, uma vez que eles não são associados ao DCE e anuncia que até o fim de novembro irá prestar contas sobre a gestão, mas não confirma a data para as eleições, que têm de ocorrer até o fim do semestre.
 
FRANCISCO RODRIGUES
ENTIDADE: sob suspeita de irregularidade